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Mãe (solo), é fácil de entender; difícil de explicar; Te amo...

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Mãe (solo); É fácil de entender;  Difícil de explicar;  Te amo... No segundo domingo de maio é comum comemorarmos aqui no Brasil o dia das mães. Poderíamos atribuir a esse ser mãe diversas qualidades, uma delas, sem dúvida alguma, é a resiliência. Casos como as Mães de Maio e Carolina Maria de Jesus ( Quarto de Despejo ) são inspiração a todos, todas e todes. Ali há uma diversidade de fotografias/histórias que retratam/narram/descrevem a realidade de muitas mães brasileiras e a elas todo o meu apreço, respeito, acolhida e profunda admiração, embora não sinta na pele a dura realidade vivida por cada uma delas! Em um país com tantos órfãos, eu posso dizer que sou privilegiado por ter duas mães: uma biológica e a outra que me criou desde os meus cinco meses de vida. Hoje pela manhã, quando tomávamos café, minha prima irmã disse: "mãe é aquela que ama, ama não porque é amada, é amada porque ama" . Cada pessoa tem seu tempo, cada pessoa tem sua história, há mães que geraram filho

Vai ficar tudo bem Jão...

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Foto e tatuagem: @brunolopestattoo Vai ficar tudo bem Jão... Era um domingo pela manhã, não se sabe se ainda era primavera ou se já era verão... Sentado em um sofá - cabisbaixo - estava João quando a criança o fitou nos olhos, pôs as mãos sobre sua cabeça e o acariciando disse: "Vai ficar tudo bem Jão... Vamos brincar?!" João que até então desconhecia Jão disse sim com a cabeça, e então começaram a brincar... Nos momentos críticos e cruciais daquilo que difere o chão da existência do caminho da vida parece que só uma criança é capaz de nos dar luz, sentido e propósito. Somos seres em construção, não nascemos prontos, nascemos e vamos nos fazendo (Cortella) , somos aquele alguém que transita da dor de existir à alegria de viver... Da dor de existir alojada no passado, silenciada por ele. Daí a razão e a importância de ensinar essa dor a falar, ensinar essa dor a escrever, ensinar essa dor a ler, pois uma dor analfabeta é a mais perigosa, ela anula uma vida e a reduz apenas ao

Educação da agressividade

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Certa vez li que o preço/custo para reeducar um adulto é de 4 a 5 vezes do que é aplicado/investido para se educar uma criança, e sem dúvida alguma a temática que envolve a agressividade e a violência tem um papel de enorme relevância nisso. Acima o print de uma imagem de um podcast por título: A educação da agressividade que foi baseado na entrevista abaixo. https://www.revistaesfinge.com.br/wp-content/uploads/2011/07/05-770x405.jpg Educação Educação da agressividade Revista Esfinge 1 de maio de 2020 Entrevista com Rosário Ortega, catedrática em psicologia da Universidade de Córdoba “Ante a violência, tolerância zero” é o lema da campanha dirigida por Rosário Ortega, na América Central. Escritora infatigável em revistas de âmbito nacional e internacional e especialista em relações interpessoais, educação para pais e prevenção da violência, Rosário Ortega, que também é diretora do departamento de educação, investiga há muitos anos a violência e a agressividade no ser humano. As linhas

Lenda Árabe - Dois Amigos

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  https://www.portalviapublica.com.br/uploads/news/2018/12/02/escreva-na-areia.jpg Lenda Árabe ~ Dois Amigos Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto, quando em determinado ponto da viagem, bastante cansados, um agrediu o outro. O ofendido , sem nada dizer, pegou o seu cajado e escreveu na areia: "hoje o meu melhor amigo me derrubou no chão". Passado algum tempo, seguiram viagem pelo deserto, até chegar a um oásis. Lá, se banharam à vontade, até que o amigo que havia sido agredido, começou a se afogar. O outro nadou até ele e o trouxe até a margem, são e salvo. Foi quando o amigo resgatado pegou seu saibro e escreveu em uma pedra, cercada de vegetação: "hoje o meu melhor amigo salvou a minha vida". O primeiro perguntou: "por que quando você foi agredido, você escreveu seu sentimento na areia, e quando foi salvo escreveu na pedra? " O outro respondeu, sorrindo: " quando um grande amigo nos ofende, devemos registrar esse dano na areia,

EU NÃO SOU VOCÊ!

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37 anos 5 meses e 3 dias O que há em comum entre o dia 6 de maio de 1955 e 01 de novembro de 1983 com 09 de outubro de 1992 e 04 de abril de 2021? 37 anos 5 meses e 3 dias, ou seja, o mesmo período de tempo neste lugar que chamamos de terra. Durante anos, talvez durante todos estes anos a imagem que o filho tivera do pai era de um herói. Um herói que sucumbiu diante de 4 balas letais. O filho nasceu, cresceu e viveu por anos com essa imagem do pai incontestável, inquestionável, quase gloriosa e redentora de um grande amigo, protetor, brincalhão, leal e amoroso, a criança fora induzida a pensar assim sobre este pai que o reprimiu e o agrediu durante aquele tempo na infância. Os relatos da mãe do único irmão paterno, o caçula, que muito lembra - uma versão boa deste pai - o pai ao menos fisicamente, com o relato profundo e arrebatador da mãe, somados a tudo o que viveu, presenciou e se têm vivo na memória sobre sua infância com este pai só o leva à uma direção. Tal pai era um monstro que