domingo, 28 de setembro de 2014

Sábado Venceremos!!!





Que ironia...

Frontini disse antes de terminar o primeiro turno que com 28 pontos avançaríamos de fase.

Dos 27 disputados em casa conquistarmos 14, e dos 24 disputados fora conquistamos 11, faltando apenas uma rodada fora, se vencermos estaremos classificados com os 28 pontos, sendo 14 de 27 possíveis fora de casa.

Impossível?

De modo algum.

Fora jogamos melhor.

O Águia vai ter que vir para cima independente do resultado do Treze amanhã, os times que saem para o jogo contra o Botafogo se complicam.

Vamos torcer pelos retornos de Pio e Doda, ambos fazem uma falta tremenda ao time.

Genivaldo, Zaquel e Cazumba não merecem qualquer crítica, jogaram bem demais mais uma vez.

Frontini hoje esteve mais disposto, e a bola faz tempo que não chega como deveria.

Lenilson já passou da hora de comer um banco, fará bem a ele.

Leomir quase sempre entra bem, Chapinha foi mal contra o Asa e hoje não esteve bem novamente.

Wanderley corre muito, tem muita disposição, mas precisa levantar a cabeça, peca no detalhe, no último lance.

Ou improvisa Isaías na lateral direita ou tem uma conversa séria com Ferreira falando da importância deste último jogo lá em Marabá.

Classificando e subindo a série B temos que agradecer demais ao professor Marcelo Vilar por todo o trabalho aqui, mas procurarmos um treinador do nível da série B, a passividade do Marcelo Vilar é irritante.

Não tropeçamos hoje, mesmo com o Fortaleza classificado em primeiro sabíamos da dureza do jogo. Pecamos contra o Paysandu e contra o Asa, se ao menos tivéssemos empatado ambas, estaríamos com 27 pontos.

Enfim, vamos levantar a cabeça, continuar acreditando, tudo aqui no Belo parece e é muito sofrido, ainda dependemos apenas de nós, mais do nunca é hora de apoiar o time, treinador, comissão técnica e diretoria.

Uma vitória e passamos de fase, eu queria que avançássemos em 2, mas o retrospecto dentro de casa anda tão pavoroso que se passarmos em 3, e subirmos a B como subimos ano passando vencendo o Tiradentes fora, já estarei feliz demais!

Acreditando sempre...
Até o fim!
Sábado venceremos!

João Vicente Ferreira Neto

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

As lágrimas de Marina...





As lágrimas de Marina...

As lágrimas de Marina é acima de tudo a constatação plena de ruptura com aquilo que ela chama de velha política;

As lágrimas de Marina significa que o político não precisa ser politiqueiro, mas acima de tudo pode ser, ser humano;

As lágrimas de Marina dá a oportunidade do eleitor se tornar indivíduo que tem coração, alma, consciência, alegrias, dores, razão e emoção;

As lágrimas de Marina nos ensina que um presidente é muito mais que a aparência, é muito mais que as expectativas antecipadamente frustradas que se gerou em torno do outro, o tendo como um messias, sem que este o seja;

As lágrimas de Marina é a possibilidade de enfrentar as tristezas e amarguras de uma noite para se renovar, se reinventar, se alegrar ao alvorecer;

As lágrimas de Marina não se trata de oportunismo, se trata sim de pequenas fraquezas que a cada gotícula causa perfuração em pedra dura;

As lágrimas de Marina são as minhas lágrimas, são as suas e de todo aquele que é covardemente apunhalado por alguém a quem aprendemos a admirar no curso da existência;

As lágrimas de Marina são de todos aqueles que se identificam com os sofrimentos de um povo que aparentemente é frágil, mas resistente, que chora hoje, mas sorri no amanhã, que chora por ter razões para chorar e se alegra com o que se deve alegrar;

As lágrimas de Marina são as lágrimas de alguém que enfrenta todo tipo de calunia, de humilhação, de difamação, de inverdades, por parte daqueles que são sedentos pelo poder, e o querem apenas por querer;

As lágrimas de Marina são acima de tudo, as lágrimas de alguém que almeja e sonha com uma profunda mudança de um país afundando nas tramóias, trambiques, negociatas, corrupções, impunidades, escândalos seguidos, uns engavetados outros expostos e motivo de glória para alguns que fazem pouco caso da consciência de milhares de brasileiros;

As lágrimas da Marina é a realidade nua e crua diante dos nossos olhos, de alguém que está disposto a não nos enganar, que deseja e vive as alegrias e dores da vida, de alguém que não é mera representação de projeto de poder, que não é marionete e fantoche de alguém que comanda nos bastidores, de alguém que surgiu do nada, apenas para atender as demandas de alguém que tem influência sobre a nação;

As lágrimas de Marina são lágrimas de esperança, lágrimas de sinceridade, lágrimas que nos faz nos identificarmos com ela, pois a mesma deixa evidente que não pretende representar um papel ao chegar a presidência da república, mas que será cada um nós, na cor, na fé, na razão, na sexualidade, na consciência, no respeito, na adversidade, na bonança;

As lágrimas de Marina nos dá a opção entre o ter e o ser, entre ostentar o que não somos e realmente construirmos um caminho que nos tire apenas da existência fria, omissa, sombria e indiferente, e nos coloque no chão da vida, sabendo que os dissabores virão, e que não é feio chorar, que não é medíocre chorar, as lágrimas do David Luiz é um símbolo disto;

As lágrimas de Marina não são como a do Lula que chorou junto ao caixão do Eduardo Campos ao perder literalmente um amigo em um acidente tão trágico, as lágrimas de Marina são as lágrimas de alguém que foi covardemente apunhalada por alguém que foi seu mentor, por alguém que a conhece como poucos e sabe bem quem ela é e sua essência, mas que pensando meramente no seu estômago preferiu destruir um amizade de anos por um cargo que nem para ele será, as lágrimas de Marina é por ter sido tratada como morta, mas não porque foi acometida por um acidente fatal, e sim porque aquele que se disse amigo durante anos, escolheu extirpa-la de dentro de si;

As lágrimas de Marina são as lágrimas de todos aqueles que experimentaram uma dor mais profunda que o ódio, que é a dor da indiferença, e o pior, indiferença não por parte de um estranho, mas de alguém que caminhou com ela por 30 anos;

As lágrimas de Marina são os renascimentos que vivemos diversas vezes nesta vida, é como a biorana preta que é mais frágil, e sofre a pancada agressiva do machado, ela enverga, mas não quebra, e é sustentada pelas mãos e pelas pernas do povo que não a desampara e que juntos com ela governará a nação;

As lágrimas de Marina são as lágrimas de um povo sofrido que anseia por mudanças, são as lágrimas do povo brasileiro!



João Vicente Ferreira Neto

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A derrota é oportuna e serve como aprendizagem...



A derrota é oportuna e serve como aprendizagem...

O Botafogo tinha a possibilidade de chegar aos 24 pontos caso vencesse o Paysandu hoje no Almeidão.

Abriria 5 pontos para o quinto colocado, retornaria a vice liderança ficando a três pontos do líder Fortaleza, e faltando apenas 4 rodadas, dependeria apenas das suas forças para terminar em primeiro no grupo.

Todavia com desfalques de Cazumba e Frontini por terceiro cartão amarelo, e Pio pela expulsão no empate contra o CRB, além da ausência de última hora de Rafael Aidar, por contusão ou opção do treinador, o Botafogo sentiu, e muito, a falta destes jogadores, ficando aquém do que poderia render, e acabou sucumbindo diante do cadeado armado pelo Papão da Curuzu em pleno Almeidão.

O fato é que o time sentiu demais as ausências dos titulares. 

A lateral esquerda exercida por Bade deu uma liberdade enorme para o ala direito do Papão. Cazumba além de apoiar bem, também tem protegido com eficiente a lateral.

Em um campo cujo gramado estava pesado por contas das fortes chuvas que atinge João Pessoa desde a última sexta seria um palco ideal para as cobranças de falta ou até mesmo os chutes de fora da área do meia Pio. 

E ausência da referência na área do centroavante Frontini pesaram demais para o resultado negativo no Almeidão. 

Não fosse suficiente, Vilar até acertou os jogadores que entraram no decorrer da partida, mas errou ao optar pela saída de Zaquel e Hércules, ele deveria tirar Bade e Curió (que fizeram o torcedor sentir saudades de Celico, Thiaguinho e Cleo), colocando Isaias na ala esquerda, adiantando Lenilson para fazer o pivô, além de dar mais liberdade ao meia Chapinha que tem qualidade nos chutes de médias distâncias, deixando Doda para voltar e criar o jogo.

O Paysandu que venceu seu primeiro jogo fora de casa com um belo gol de bicicleta de Bruno Veiga, chegou aos 19 pontos e entra de vez na briga por umas das vagas no G4. 

O Papão jogou fechado, explorando muito bem os contra ataques, e contando com boas defesas do goleiro Paulo Rafael, especialmente no primeiro tempo. E se deu ao luxo de perder boas oportunidades de liquidar o jogo na segunda etapa.

O Botafogo viaja a Cuiabá, onde enfrentará o mesmo na próxima rodada, enquanto o Papão vai ao Ceará enfrentar o líder Fortaleza.

Nos últimos três jogos o time da Maravilha do Contorno só marcou um ponto em nove possíveis e já começa a ter sua vaga ameaçada no G4 em caso de novo resultado negativo diante do Cuiabá.

A derrota desta segunda-feira pode ter sido uma excelente oportunidade para que treinador, comissão técnica e jogadores despertam para a dureza que é jogar uma série C.

A derrota é oportuna e serve como aprendizagem...

João Vicente Ferreira Neto

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