"Quem cala, consente?"


"Quem cala, consente?"

Nem sempre, Jesus desmente!

Aqueles que "fizeram-na ficar em pé diante de todos"...

Foram os mesmos que "foram saindo, um de cada vez"...

A exposição acompanhada de uma pergunta retórica por parte dos mestres da lei e dos fariseus foi: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na lei Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?"

O intuito deles era o de apedrejar a Jesus, a mulher (como de costume na história humana), foi literalmente usada como pretexto.

A resposta de Jesus sempre era confrontadora, primeiro o silêncio, a reflexão, a ponderação, fora a típica fala silenciosa que costuma a incomodar mais que miríades de dizeres. Depois de muita insistência deles, o arremate e último suspiro aos religiosos: "se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela".

Este silêncio, não o de Jesus, mas dos acusadores é de gerar um embrulho no estômago. 

É como ser surpreendido quando se queria surpreender, a lástima é que tal surpresa não é de cunho sadio, satisfatório e alegre, mas de frustração, de alguém que escorreu na casca de banana que jogou para que outro caísse, a religiosidade nos faz vítimas de nossas próprias arapucas.

"Quem cala, consente?!"

Os mestres da lei e os fariseus deixam isto bem evidente!

Em alguns casos o silêncio de Deus pode ser a melhor resposta para nossas angústias e sofrimentos!

João Vicente Ferreira Neto

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