MAIS VALE UMA VELHINHA EM CASA COM A CHAVE PERDIDA, DO QUE UMA VELHINHA PERDIDA COM A CHAVE NA MÃO!



Antes que esse público lindx do site face fique todx atentx ao casamento real, aí vai uma leiturinha para distração! =P 

E no episódio de hoje do meu viver, teremos mais um momento conhecido como: 

“Eu, vovó Maria e nossas vivências alzheimicas”... 

Galeris, só pra se situarem na narrativa, vou fazer uma pequena descrição introdutória sobre vovó Mary (mais conhecida também como vovó Maria, ou dona Maria Pontes, ou mais recentemente como uma velhinha blogaYrinha =P) e seu processo com Alzheimer. 

Há quase um ano vovó Maria foi enfim diagnosticada com Alzheimer. Eu disse “enfim” porque ela apresenta sintomas há uns cinco anos, mas apenas em julho do ano passado o diagnóstico foi preciso. 

De lá para cá, muitas foram as mudanças na nossa rotina familiar, bem como na vida dela que, entre um lapso e outro de memória de quem é/era, e das coisas que realizava/vivência, faz raiva e graça quase que na mesma proporção (um dia ainda escreverei uma coisa mais elaborada sobre todo esse processo, quem sabe não saia até um livro, para além das tentativas de algumas crônicas).

Vovó Maria tem quase 89 anos, completará de fato agora no mês de junho. E quem entende alguma coisa de astrologia, por favor, tente traçar mais ou menos na sua cabeça o DRAMA que faz uma senhora desta idade, CANCERIANA, e passando por um processo de Alzheimer.

Conseguiram montar em suas cabecinhas?! Pois bem, se já, acrescentem um pouco mais de drama, pq eu tenho certeza que ainda tah poukO!

Fora o drama desvairado que ela sempre fez a vida toda, que por si só não configurava sintoma; uma coisa que chamou a atenção da família para a possibilidade da doença foi o fato dela perder corriqueiramente a chave de casa, estando esta dentro de casa. 

Nós da família (que conta com o número exorbitante de quatro pessoas ao todo!) tivemos que intervir diversas vezes nessa busca, chegando, inclusive, ao ponto de mandar trocar as fechaduras da casa, a fim de ter novas chaves, pq as velhas, quando foram achadas estavam no lixo. Sim! Isso mesmo! Estavam no lixo, que a partir de então passou a ser o nosso primeiro lugar de busca, embora a gente saiba que ela tem preferência em escondê-las nas gavetas (todas elas, cozinha, quarto, banheiro... mãos a obra e muita criatividade na hora de procurar!)

Pois bem, essa semana, essa linda velhinha (que quando está bem humorada sempre participa de uma live ou se prontifica a tirar uma foto estirando a língua para aparecer nas redes) resolveu cegar a minha pessoa (que moro vizinha a ela, e nesse dia estava doente!) e foi dar rolé sozinha pela night de jotapÊ! 

Dá pra acreditar nisso, minhas gentas?! Vovó Maria, a velhinha fofa (pero no mucho), resolveu achar a chave de casa e sair SOZINHA pela rua de dez horas da noite! 

EU QUASE ENLOUQUECI (mais)! 

Em 15 minutos a ausência dessa velhinha já tinha mobilizado 10 pessoas em sua busca! Uma velhinha blogaYrinha, neh mores?! Não podia ser diferente! kkkkkkkkk... =P

Quando dei falta dela, devia fazer uns cinco minutos que ela tinha saído. Fui na casa da vizinha, e nada! 

A vizinha chama a filha, que havia comentado que ao chegar em casa tinha visto vovó na porta, ainda sem fazer menção de fuga, toda mocinha, conversando com um homem.

Penso logo, sequestaram a velhinha!!! Minha NooooÇa!!! O que é que vou fazer agora?!

Bem, o homem com quem ela conversava era uma pessoa conhecida da família. Ligamos para essa pessoa, não atende. E nada de vovó Maria! 

Nisso, já tinha se passado uns 10 minutos de relógio (e umas 3 horas na minha cabeça) desde a falta dela, até eu chegar no desespero máster de decidir, naquele momento, que era hora de colocar toda a família em alerta (embora tivesse no meu coração aquela certeza de que tudo estava mara, e que nenhum mal aconteceria. Até pq eu pensava, onde tão longe ela iria sozinha?! Ela tem que estar aqui por perto ainda!). 

Ligo pra mainha... Chama! Chama! Chama! Mainha atende...

“Filha, está tudo bem! Sua avó está aqui com a gente indo pra Mangabeira deixar Gabi em casa. Volto para dormir com ela!” (uma observação aqui nessa afirmativa, todos os dias da semana umx de nós da família dorme na casa dela, esse era o dia de mainha. Assim como ontem foi o meu.) 

UUUUUUFFFFFFAAAAA!!! Respirei aliviada! Alías, eu, a filha, o genro, a neta e a própria vizinha.  

Mainha chega com ela! No carro está vovó Maria, muito bem sentada e quietinha (já querendo ir pra cama com aquela cara de missão cumprida!), minha irmã, meu irmão e mainha. 

Acho que nesse momento meu sangue volta a circular para me livrar da cara pálida e amedrontada tbm! 

O rolé dela tinha sido o seguinte: ir na casa de uma amiga que fica quase na esquina da casa dela. Até aí ok, neh?! A amiga, já achando tarde a hora da visita, ligou para minha irmã para avisar. 

O homem conhecido da família prontifica-se a acompanha-la até a porta de casa. Onde a deixa, e ela finge que vai entrar em casa! Pia mermo a astúcia! 

O homem vai embora, e ela também, só que em direção a casa de mainha, que fica a umas seis quadras da casa dela. 

Mainha já vinha andando para casa de vovó, e a encontra a duas esquinas de chegar. Isso, ao mesmo tempo que minha irmã, que já estava sob alerta e se encaminhando tbm para lá, encosta com o carro e diz que vai leva-la para casa. Vovó se recusa! Kkkkk... 

Minha genta, reparem mermo numa coisa dessas! Vovó Maria BlogaYrinha estava realmente determinada a dar um rolé naquele dia (mais disposta que eu que nuca quero sair de casa!)!

Aí minha irmã propõe levá-la a Mangabeira, e ela topa! Kkkkk... 

Conclusão: eu consegui mais dormir nesse dia, minhas pessoas?! CLARO QUE NAUM! Até pq, ao contrário da minha vovozinha, eu ainda não tenho um remeidjinho para miM ajudar nessas provações da vida!

Moral dessa estória?!

Senti saudade das vezes que ela perdia a chave e aprendi, as duras penas de um grande susto que... 

MAIS VALE UMA VELHINHA EM CASA COM A CHAVE PERDIDA, DO QUE UMA VELHINHA PERDIDA COM A CHAVE NA MÃO!

Beijas e boas vidas pra toda munda!!!

Evelynne Tavares

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